sábado, 16 de agosto de 2008

no princípio era o pato







Foi ele. Foi ontem.

Aqui começa nossa história. Eu, Rudvsla Rudvkütòv, gastei anos de introspecção e sanduíche natural até achar minha vocação. Sou do palco, nasci para o palco, ah, para a liberdade de uma vida sem amarras e roupas de baixo. Profissão: animadora de festa infantil. Da Martins Festas. Sim, amado leitor, eis a distância entre intenção e gesto.

Mas deixe-me voltar ao princípio. Mais uma festa infantil ontem. Entre tantas opções, a magia da infância, o ambiente pueril... Ok, sem rodeios. Eu era o pato. Mas Silveira faltou, logo ontem Silveira faltou. Eu avisei: eu sou atriz, DRT não é papel higiênico. Eu avisei. Mas eu não tenho jeito, eu não tomo tento, eu não mudo. Dez minutos de festa e lá tava eu no lugar de Silveira. Silveira, sabe quem é? Sabe o que faz Silveira? Silveira opera máquina de cachorro-quente. De cachorro quente!

Preciso de uma pausa. Respiro fundo.

Este é só o começo. Ele estava lá desde o princípio. ELE, o motivo deste blog, da análise começada hoje, da humilhação pública e da queimadura de segundo grau na mão direita. Na mão di-rei-ta! Ugo o nome dele. 8 anos.

Eu tentei reagir. Mas patos não têm polegar opositor. Nem a menor dignidade.

Um comentário:

Maria Caú disse...

Nossa, simplesmente ADOREI isso!!!
mt bom
beijos
Mar